Apresentação

Vazante está situada na mesorregião do noroeste mineiro, intermediária às regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

A população do município é de 19.723 habitantes. Sua densidade demográfica é de 10,31 km², conforme dados do IBGE (2010).

Devido à alta produção de minérios a cidade ficou conhecida nacionalmente como a “Capital do Zinco”, tornando-se uma potência em empregabilidade e fonte de renda.

Além do potencial turístico (cachoeiras, grutas) o município se destaca pelas virtudes peculiares aos moradores dessa terra. A fé desse povo, a pureza dessa gente confunde o mais eclético e exigente turista que, diante de inconfundível hospitalidade, infere que o melhor de Vazante é o vazantino.

A História de Vazante

Vazante não surgiu com tropeiros em busca do ouro e muito menos por possuir prados amenos.

Nasceu de uma visão da imagem de Nossa Senhora da Lapa em uma de suas grutas por um casal de viajantes, vindo em seguida uma capela e em torno desta o casario.

Nossa região já fora planilhada pelos civilizados em inícios do século XIX. Augusto de Sain-Hilaire em “Viagem às nascentes do Rio São Francisco”, quando fala de nossa região, exalta a existência de uma serra, que como Araxá, Salitre, Serra Negra, brotam águas minerais que substituem o sal para o gado bovino.

A serra trata-se da Serra da Lapa e as águas minerais são as que se encontram nas proximidades do poço verde.

Primitivamente nosso primeiro nome foi Lapa, cujo território era constituído da Fazenda Vazante (durante os períodos das chuvas os 2 rios da região transbordavam provocando as cheias, também chamadas vazantes dos rios).

O povoamento de Vazante surge, propriamente, em virtude da visão da Lapa, que ocasionou uma grande romaria ao local.

O início do povoado, onde se formaria a futura cidade, se deu, realmente, por volta do ano de 1920.

Foi justamente quando se procedeu a divisão da fazenda Vazante, com a separação do patrimônio de Nossa Senhora da Lapa.

Esse patrimônio foi doado por Ana Gonçalves (conhecida por Ana Pintada), Gervásio Gonçalves dos Santos e Gustavo Alves Rosa. Tratava-se de uma gleba de 20 alqueires, dentro da área da referida fazenda, sem local definido. Como não havia divisão oficial, em 1917, foi demarcada no lugar onde se encontra a cidade.

Em torno da capela surgiram as primeiras casas. Além das residências veio à casa comercial, onde se vendia de tudo. Depois apareceu a escola. Estruturou-se a primeira rua, a atual Rua Salatiel Corrêa. Outras iam surgindo, com casas bem construídas. Era o arraial de Vazante que nascia do Distrito de Guarda-Mor, no município de Paracatu.

Com o desenvolvimento do povoado em torno da capela, pleiteou-se a criação do distrito de Vazante.

Acredita-se, quem esteve à frente desse movimento foi a Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, também conhecida como Grupo dos 12. O distrito foi criado pelo governador Benedito Valadares, através do seu Decreto-Lei 148, de 17 de dezembro de 1938.

Todo o seu território foi desmembrado do distrito de Guarda-Mor, criado em junho de 1858, no município de Paracatu.

Apesar de criado o distrito em 1938, somente em 1944 se instalou o Cartório de Paz e Notas, cujo livro 001 teve o termo de abertura no dia 29 de abril de 1944.

O governo estadual, através da lei 336, de 27 de dezembro de 1948, estabeleceu modificações qüinqüenais – 1948/1953 – no quadro de divisão territorial no Estado, para criação de novos municípios.

Diante disso, as lideranças de Guarda-Mor logo se movimentaram pleiteando a sua emancipação. Vazante também sede distrital, não se deu a esse trabalho, pois o distrito não atingia às exigências legais, tanto de renda como população, para adquirir vida autônoma. Guarda-Mor não obstante a sede possuir pouco mais de 180 casas, preenchia os demais requisitos. Formou-se, então, uma comissão, sob a presidência de Joaquim da Silva Pena, para pleitear a emancipação. Reuniram-se em Claro de Minas e solicitaram apoio dos moradores de Vazante, inclusive o financeiro.

Os vazantinos concordavam com a emancipação de Guarda-Mor pelo fato de ficar mais perto que de Paracatu, e também porque alimentavam a esperança de o novo município ter como prefeito uma pessoa de Vazante, que seria impossível acontecer enquanto distrito de Paracatu.

A liderança guarda-morense pressentiu algo obscuro na certeza da emancipação de seu distrito. Havia um perigo muito grande parado no ar. Logo tratou de trabalhar junto à liderança de Vazante para reverter o quadro que parecia muito sombrio. De imediato solicitou de Camilo Rodovalho, um telegrama endereçado ao deputado José Vargas, nos seguintes termos: Não trava a emancipação de Guarda-Mor que Vazante não está à altura de ser emancipado.

Camilo Rodovalho, através de carta, pediu a Salatiel Valeriano e a Osório Marra, colocassem a sua assinatura no referido telegrama.

O portador da carta e do telegrama veio encontrar Salatiel muito doente, já desenganado pelos médicos que o assistiam. Osório Marra concordou em assinar, mas não quis levar ao conhecimento de Salatiel a sua atitude, em razão de seu precário estado de saúde. Dona Leolina Eufrásia de Jesus também lá se encontrava. Osório Marra solicitou-lhe que assinasse no lugar de Salatiel. Ela, taxativamente, se negou a fazê-lo.

Alírio Rosa, presenciando a tudo, reúne-se, no Cartório de Registro de Vazante, com Sebastião Corrêa Rabelo (escrivão), Waldemar Cavalcanti (comerciante), Antônio Mota (fazendeiro), Custódio Gonçalves Sobrinho (sitiante), Afonso José Ferreira (comerciante), Ubaldino Resende (comerciante), Otávio Ferreira (fazendeiro), Manoel Rodrigues Pires (professor) e comunicou-lhes o que estava acontecendo.

Sebastião Rabelo Corrêa redigiu um abaixo-assinado e o encabeçou, contrariando os termos do referido telegrama e solicitando a emancipação de Vazante. Todos os presentes o assinaram. Manoel Rodrigues Pires saiu colhendo assinatura dos moradores da Vila. O escrivão reconheceu as firmas de todos os signatários e quis colocar o documento no correio, endereçado ao deputado José Vargas. Receosos de que o telegrama, a ser passado em Paracatu, chegasse primeiro, fizeram um caixa e mandaram Ubaldino Resende levar o documento e entregá-lo, em mãos, ao deputado José Vargas. Isso foi concretizado com a maior presteza, evitando-se assim, talvez, que Vazante continuasse por mais algum tempo como sede distrital.

O fato é que através da Lei 1.039, de 12 de dezembro de 1953, sancionada pelo governador Juscelino Kubitschek de Oliveira, o distrito de Vazante é emancipado do de Paracatu e ficou constituído dos Distritos-Sede (Vazante), Guarda-Mor e Claro de Minas.

Na mesma ocasião, até serem realizadas as eleições municipais é nomeado pela Secretaria de Estado do Interior, em comissão, o intendente municipal, na pessoa do advogado Antônio Ribeiro, a quem caberia instalar o município em 1 de janeiro de 1954 e administrá-lo até a posse do primeiro prefeito eleito em 31 de janeiro de 1955.

A descoberta do minério de zinco se deu em 1933, através de pesquisas realizadas pelo engenheiro chileno Ângelo Custódio Solis. Esta descoberta foi confirmada anos depois pelo geólogo Alberto Vellasco da Cia. Níquel Tocantins do Grupo Votorantim.

Nascia então a grande exploração do zinco que culminou com a primeira viagem de minério para a fábrica de Três Marias da Cia. Mineira de Metais em 1969.

Junto a este empreendimento o município cresceu muito nos últimos 30 anos.

Hoje Vazante é considerada a Capital do Zinco e caracteriza-se por grandes reservas deste minério.

Formação administrativa

Distrito criado com a denominação de Vazantes, pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17-12-1938, com terras desmembradas do distrito de Guarda-Mor, subordinado ao município de Paracatu.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Vazantes figura no município de Paracatu.

Pela lei nº 336, de 27-12-1948, o distrito de Vazante teve sua grafia alterada para Vasante.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Vasante (ex-Vazante) figura no município de Paracatu.

Elevado à categoria de município com a denominação de Vazante, pela lei nº 1039, de 12-12-1953, desmembrado de Paracatu. Sede no atual distrito de Vazante (ex-Vasante). Constituído de 3 distritos de Vasante, Guarda Mor e Claro de Minas, os dois primeiros desmembrados de Paracatu e Claro de Minas criado pela mesma lei acima citada. Instalado em 01-01-1954.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 3 distritos: Vazante, Claro de Minas e Guarda Mor.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

Pela lei estadual nº 2764, de 30-12-1962, desmembra do município de Vazante o distrito de Guarda-Mor. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Retificação de grafia

Vazante para Vasante, alterado pela lei nº 336, de 27-12-1948.
Vasante para Vazante, alterado pela lei nº 1039, de 12-12-1953.

Aniversário da cidade

12 de dezembro

Fontes

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vazante
https://cidades.ibge.gov.br/v4/brasil/mg/vazante/panorama

Principais distâncias

PATOS DE MINAS

PARACATU

UBERLÂNDIA

UBERABA

BRASÍLIA

GOIÂNIA

BELO HORIZONTE

SÃO PAULO

RIO DE JANEIRO

110 KM

120 KM

260 KM

300 KM

392 KM

420 KM

520 KM

776 KM

920 KM

APRESENTAÇÃO

FUNDAÇÃO

12 de dezembro de 1953

GENTÍLICO

Vazantino

CEP

38.780-000

UNIDADE FEDERATIVA

Minas Gerais

MESORREGIÃO

Noroeste de Minas

MICROREGIÃO

Paracatu

BIOMA

Cerrado

BACIA HIDROGRÁFICA

Bacia Rio São Francisco

ÁREA

1.903,072 km²

ALTITUDE

650 m

LATITUDE

17º 59′ 13″ S (-17.986944)

LONGITUDE

46º 54′ 28″ O (-46.907778)

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL (IDHM) [2010]

0,742

POPULAÇÃO

DENSIDADE DEMOGRÁFICA [2010]

10,31 hab/km²

POPULAÇÃO ESTIMADA [2016]

20.720 pessoas

POPULAÇÃO NO ÚLTIMO CENSO [2010]

19.723 pessoas

TRABALHO E RENDA

PERCENTUAL DA POPULAÇÃO COM RENDIMENTO NOMINAL MENSAL PER CAPITA DE ATÉ 1/2 SALÁRIO MÍNIMO [2010]

34,2 %

 PESSOAL OCUPADO [2014]

5.134 pessoas

 POPULAÇÃO OCUPADA [2014]

24,9 %

 SALÁRIO MÉDIO MENSAL DOS TRABALHADORES FORMAIS [2014]

2,6 salários mínimos

EDUCAÇÃO

IDEB [2013]

4,5 

IDEB – ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL [2015]

6,6 

IDEB – ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL [2015]

5,4 

MATRÍCULAS [2015]

2.653 matrículas

TAXA DE ESCOLARIZAÇÃO DE 6 A 14 ANOS DE IDADE [2010]

97,3 %

ECONOMIA

PIB PER CAPITA [2014]

28.079,74 R$

PERCENTUAL DAS RECEITAS ORIUNDAS DE FONTE EXTERNAS [2015]

89,4 %

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO MUNICIPAL [2010]

0,742 

VEGETAÇÃO

A vegetação predominante na região é o Cerrado, onde se pode encontrar lençóis d’água, como as veredas marcadas pela a predominância típica arbórea do buriti.

Vazante é rodeada de serras por estar entre a Serra do Garrote e a Serra dos Pilões.

RELIGIÃO

A religião predominante na cidade é a Católica Apostólica Romana.

Há também a Igreja Metodista Renovada, a Igreja universal, a Igreja Presbiteriana, a Assembleia de Deus, a Deus é Amor, a Congregação Cristã no Brasil, Catedral da Bênção, etc.

Vazante é conhecida como “a cidade nascida da fé”, já que devido à visão de Nossa Senhora dentro da gruta da lapa velha, muitos fiéis se mudaram para as redondezas.

ECONOMIA

  • Exploração do minério de zinco e produção do concentrado de zinco;

  • Uma das maiores reservas de calcário da região;

  • Reflorestamento;

  • Agropecuária: gado de corte e leite, cultura do arroz, milho, feijão e soja;

  • Produção de carvão vegetal;

  • Produção de queijos, resfriamento de leite (a maior bacia leiteira da região);

  • Pequenas confecções de roupas;

  • Granjas;

  • Beneficiamento de calcário.

Símbolos

Brasão

Instituído pela lei municipal nº 422, de 01/06/1977

Autor:
Revitalização: Evaldir Bueno de Oliveira Jr.

Bandeira

Instituída pela lei municipal nº 422, de 01/06/1977

Autor:
Revitalização: Evaldir Bueno de Oliveira Jr.

Marca do Governo

Logotipo criado pela Attitude Inteligência Política

Autor: Thalles Nunes
Desenvolvido para gestão: 2017/2020

Hino

Instituído pela lei municipal nº 1.283, de 05/08/2005

Música: Alino Duarte Campos
Poema: Lucélio Bahia / Agenor Gonzaga